Skip to content

Professora Daise: fazendo o diferencial na Rede Municipal de Educação

05/04/2010

 

Um trabalho diferenciado com os alunos do 1° ano da Escola Municipal Maria Aparecida Gebrim, localizada no Bairro São Joaquim, distingue a professora Daise Luciana Amorim como uma das ‘tops’ da alfabetização da Rede Municipal de Ensino. Dedicada ao extremo em sua profissão, que qualifica como “um sacerdócio”, criativa, amorosa com os alunos e eficiente como educadora, Daise escancara um largo sorriso quando fala da paixão de educar. “Não tem nada melhor do que você ver uma criança que chegou aqui sem saber nada e terminar o ano lendo e escrevendo”, fala esboçando um sorriso com todo o rosto, com os olhos. E completa: “é uma paixão! Sinto-me absolutamente realizada, eu amo o que faço!”.
Para Daise Luciana, professor de verdade é aquele que entra no ofício por vocação, por dom. “Tem que gostar da profissão. Não dá para ser professor por ser, cair de pára-quedas numa escola e começar a dar aula”.
Quase a metade dos anos da vida de Daise foi dedicada ao magistério. Nos últimos 15 dos seus 32 anos foram envolvidos com crianças alheias. “Cada turma é uma paixão a mais”, observa. A paixão pelas crianças, pelo magistério é tanta que ela não se contenta em ter somente uma turma. Divide seu saber com os jovens e adultos de mais idade em um grupo noturno do EJA.
Casada, mas ainda sem filhos,  “que espera Deus dar”, Daise se contenta em  ser um pouco mãe das 25 crianças de seis a oito anos que compõem a sua turma de primeiro ano da Escola Municipal Maria Aparecida Gebrim. Com experiência adquirida em escola da rede particular, a professora diz que a escola pública tem um diferencial muito grande: “Aqui as crianças, em sua maioria, procedem de camadas sociais mais baixas e, por isso, são carentes de muita coisa, mas a gente tenta suprir suas necessidades”, diz. Daise Luciana observa que na escola pública além de ser professora, tem que ser um pouco mãe, psicóloga, enfermeira, conselheira, amiga, confidente.
O aprendizado
Para alcançar este resultado fantátisco no final de cada ano, com 100 por cento de aprovação da classe, a professora Daise se desdobra para fazer com que os alunos absorvam o método sócio-interacionista proposto por Lev Vygotsky e Emília Ferrero, e adotado pela rede municipal. Este método leva em conta o conhecimento obtido pela criança no seu dia a dia, e, acrescentando-lhe o saber didático, possibilita seu desenvolvimento motor, cognitivo, social. Pelo novo método, que substitui o convencional, há uma estreita interatividade entre aluno-e-professor, professor-e-aluno, numa relação de afetividade, que facilita o processo aprendizagem.
Daise Luciana não mede esforços e não economiza dinheiro do bolso para preparar uma boa aula. Ela produz uma gama de material para atrair o aluno, cutucar sua percepção de modo que ele traga à tona sua capacidade de aprender, de captar a mensagem, de gravá-la na mente para o resto da vida. Cartazes, panfletos, cartõezinhos, pecinhas, dedoches, jogos são produzidos e utilizados com a finalidade de envolver a criança com o aprendizado. Na sala dela, as paredes são decoradas com cartazes dos mais diversos, com ensinamentos produzidos em sala de aula, individual e coletivamente. Até cartazes com Anita Mafatti têm. Os alunos aprendem literatura. Recentemente aprenderam algo obre a grande pintora, desenhista, gravadora e professora brasileira.
O diferencial da professora é que ela personaliza todo o material, desde cadernos, agendas e lápis, também o trato com a criança é absolutamente individual. E ela tem explicação para isso: “cada criança é um ser único, individual, e carece de tratamento exclusivo”. Daise Luciana sai do lugar-comum e faz atividades diferenciadas. Na sala de aula tem uma lista nominal com a foto das crianças; nas atividades, nos cadernos de cada um, atividades personalizadas. Com olhar afetivo, ela detecta a dificuldade de cada criança e, a partir daí, se aplica a trabalhar com ela individualmente,  respeitando seu ritmo de produção. “Temos uma criança com suspeita de autismo”, observa. Essa criança recebe suporte do CEMAD. A professora elogia a atuação do CEMAD, da Semect e da direção da Escola: tenho tido muito apoio, por isso, o trabalho fica mais dinâmico e produtivo. Ouvidas pela reportagem, as crianças também são unânimes em dizer que as aulas da ‘tia’ Daise “são ótimas”!

Fonte: Assessoria de Comunicação/SEMECT

 

Anúncios
No comments yet

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: